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Frio faz crescer o movimento de vendas do varejo

O movimento de vendas do varejo cresceu na primeira quinzena de julho. Comerciantes de Jundiaí registraram aumento de até 10% frente ao mesmo período de 2018.

“Tivemos uma evolução muito boa neste período, em todas as lojas do interior, principalmente em Jundiaí”, afirma o gerente da Hot Point, Thiago Siqueira. “O crescimento foi de 5% a 10% em relação ao ano passado.”

A comerciante Edite Oliveira Lins Macedo, da Edite Modas, ainda não fechou os índices mas conta que já não tem mais peças masculinas da coleção de inverno. “As blusas mais quentes já foram vendidas”, comemora.

Para Dagoberto Dumalakas, comerciante com três lojas Moda Mix na cidade, o resultado foi melhor ainda. Nas primeiras semanas de julho o crescimento foi em torno de 30%. A estratégia usada, segundo ele, foi a queima de estoque antecipada. As vendas pelo whatsApp também contribuíram para o comerciante conquistar este aumento. “Criei um grupo com números de telefones de clientes mas inclui apenas aqueles que deram o consentimento para receber a nossa comunicação. Não foi aleatório”, explica.

O diretor da Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, Pedro Braggio, diz que os dados citados pelos comerciantes da cidade são muito bons diante do atual momento da economia. “O índice de confiança do consumidor caiu dos últimos meses”, diz. “Diante do alto índice de desemprego, as pessoas estão receosas em consumir. Por isso este tipo de aumento no varejo local é motivo de comemoração.”

Confiança do consumidor

O Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 94 pontos em junho – cinco a menos do que os 99 de maio. Os componentes de emprego puxaram a queda. Os inseguros no emprego somaram 46% dos entrevistados em junho (contra 40% em maio). Já 30% avaliaram como grande a chance de perda de emprego nos próximos seis meses (26% no mês anterior). E 69% conheciam alguém que foi demitido (65% em maio).

Inseguros no emprego, os consumidores estão também mais cautelosos nas compras parceladas, prejudicando o varejo. Em junho, 49% estavam menos à vontade para comprar eletrodomésticos nos próximos seis meses (46% em maio) e 61% não estavam propensos a adquirir um carro ou um imóvel (58% no mês anterior).