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Foto ilustrativa

ACE homenageia legado da família Merighi no setor de ótica

A trajetória construída por Wladmyr Merighi no setor de ótica, no Centro de Jundiaí, foi reconhecida pela Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí.

A homenagem foi realizada pela presidente da entidade, Leandra Maia, às filhas de Wladmyr, Flávia e Rosângela Merighi. “Quando vemos uma ótica com uma história sólida, consagrada e fidelizada na cidade, e as herdeiras dando continuidade ao legado do pai, percebemos o quanto esse vínculo de confiança e de família é importante para os clientes. Isso nos traz muito orgulho”, destacou Leandra.

A Ótica Merighi completou 35 anos de funcionamento, inicialmente na Rua Barão de Jundiaí e, posteriormente, na Rua Senador Fonseca, onde permanece até hoje. Mas a história de Wladmyr no ramo começou bem antes.

Nascido em 1938, ele iniciou sua carreira ainda jovem na Ótica Astral, uma das pioneiras de Jundiaí, a convite do proprietário, Osvaldo Cavalieri. No início, sua função era a limpeza de máquinas. Comunicativo e dedicado, rapidamente ganhou a confiança da equipe e passou a atender clientes, função que exerceu por quase 20 anos. Na década de 1970, já casado, buscou novos horizontes e ingressou na Ótica Leblon, de Antonio Checchinato.

Em 1991, atendendo ao convite de um casal de amigos, fundou em sociedade a Ótica Merighi, na Rua Barão de Jundiaí, contando com o apoio da filha Rosângela, que se especializou em  Técnico em Óptica e Optometria. Em 2002, a sociedade foi desfeita e pai e filha seguiram sozinhos no comando da empresa. Poucos anos depois, a outra filha, Flávia, também passou a integrar o negócio.

Dedicado à família e às pessoas, Wladmyr testemunhou as transformações do setor, sempre atento às inovações, mas mantendo um princípio inegociável: a importância da visão na vida das pessoas. “Meu pai sempre nos mostrou a importância da fidelização de clientes. Dizia que trabalhávamos com a saúde das pessoas e com isso não se brinca”, conta Rosângela.

Em 2009, Wladmyr foi diagnosticado com câncer, mas continuou ativo na ótica mesmo durante o tratamento. Fazia sessões de quimioterapia às segundas-feiras e, já na quarta, voltava ao atendimento. Faleceu em 2013, deixando como herança valores de honestidade, transparência, bom atendimento e zelo pelos clientes.

Desde então, suas filhas dão continuidade ao legado. “Tenho muito orgulho em dizer que trabalho há 35 anos na ótica. Procuramos ao máximo seguir tudo o que aprendemos com o meu pai.”