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Cresce percentual de brasileiros que reclamam seus direitos

15/03/2019

O percentual de consumidores que afirma reclamar sempre ou na maioria das vezes os seus direitos quando algum produto ou serviço apresenta problemas cresceu seis pontos percentuais este ano, na comparação com 2018.

Realizada em função do Dia Mundial do Consumidor, comemorado nesta sexta-feira, a pesquisa da Boa Vista constatou que 67% dos consumidores sempre ou na maioria das vezes reclamam quando encontram problemas relacionados a alguma compra. Em 2018, 61% tinham essa iniciativa e em 2017, 57%. A sondagem entrevistou mais de mil consumidores em diferentes pontos do pais, entre os dias 13 e 28 de fevereiro, e buscou saber se os mesmos conhecem e fazem valer os seus direitos previstos no conjunto de normas que tem como objetivo protegê-los.

Observando a série histórica da sondagem realizada pela Boa Vista, é possível constatar que nos últimos três anos cresceu em dez pontos a relação de consumidores que procura os seus direitos quando têm alguma dificuldade após realizar a aquisição de algum bem ou serviço.

Segundo a pesquisa, 21% dos respondentes disseram que reclamam apenas em alguns casos e 12% que nunca reclamam. A sondagem também identificou que 61% dos consumidores declararam conhecer o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e que destes, 65% afirmam que já o consultaram para entender sobre seus direitos.

A mesma pesquisa apontou que quando estimulados sobre a possibilidade de ser uma data comemorativa do comércio, 70% responderam que o principal incentivo para ir às compras seria o de obter descontos, com redução de preço, juros menores ou isenção de juros. Em segundo lugar os entrevistados apontaram as promoções (16%), com ofertas tipo “leve 2 e pague 1” ou compre um produto e leve outro. E por último, a facilidade de pagamento (14%), com prazos mais longos ou não exigência de entrada, por exemplo. A pesquisa deixa claro que o aumento das vendas seria possível, se o varejo começasse a investir em propostas diferenciadas como faz na Black Friday.

Entre os produtos que poderiam ser de interesse dos entrevistados, caso houvesse incentivo às vendas na data, destacam-se: eletrodomésticos (15%); eletrônicos, empatados com alimentos e bebidas (12%); itens para casa e decoração (11%) e moda e acessórios, empatados com telefonia celular.

Segundo o vice-presidente da Associação Comercial Empresarial de Jundiaí, Mark William Ormenese Monteiro, a pesquisa confirma que apesar de alguns lojistas desenvolverem ações para estimular as vendas para o Dia do Consumidor, as pessoas ainda não enxergam muito valor com diferenciais que compensem financeiramente a compra. “Além de estimular vendas, a data deve ser usada como uma oportunidade para conscientizar ainda mais os consumidores sobre os seus direitos, sobre o Código de Defesa do Consumidor e outras legislações que o protegem na relação de consumo”, diz.

Mark observa que os consumidores que se sentirem lesados, devem procurar o Procon, que faz um ótimo trabalho em Jundiaí e a partir desta sexta amplia o acesso aos serviços com o lançamento de um projeto (Procon Conecta) que estimula o uso de uma plataforma online para solução de problemas. “Este projeto será muito importante para ajudar a sanar dúvidas e resolver problemas de consumo”, diz. “Os brasileiros estão cada vez mais conscientes e têm feito valer os seus direitos e agora, com o apoio da tecnologia, será mais fácil ainda. “

A sede do Procon Conecta fica à rua Barão de Jundiaí, 153 – Anexo à Câmara Municipal.

 

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